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Governo Bolsonaro inclui família e elimina menções a gênero em candidatura na ONU

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Ao se candidatar à reeleição no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, o governo brasileiro estabeleceu a exclusão da palavra gênero e a inclusão de família como uma de suas prioridades. No documento de candidatura para o triênio de 2020 a 2023, o país apresenta sua candidatura para uma das duas vagas para países sul-americanos e do Caribe.

As eleições para a vaga acontecem em outubro, durante a Assembleia Geral da ONU e o Brasil concorrerá juntamente com a Venezuela. O governo Bolsonaro demonstrou o interesse de reeleição com o objetivo de garantir o avanço da política externa do país, principalmente em relação a mudança de posições ideológicas.

Em 2016, quando se candidatou para a vaga, o documento dizia que o país “persistiria em seu intransigente compromisso para a igualdade de gênero e o empoderamento feminino”, além de reconhecer avanços “na luta contra todas as formas de violência e discriminação de gênero”.

No texto de candidatura deste novo período, a promoção da família é mencionada nove vezes. “O governo defende o fortalecimento dos vínculos familiares, sob o enfoque dos direitos humanos”, diz o documento, que afirma que, para tal,são desenvolvidas “políticas públicas transversais”.

O país também se compromete a apoiar iniciativas que “contribuam para fortalecer as estruturas e relações familiares, levando em especial consideração as diferentes circunstâncias socioculturais e econômicas das famílias, sobretudo no que respeita às famílias em situação de vulnerabilidade”.

O presidente Jair Bolsonaro usou o Twitter para comentar a candidatura. “Na ONU o Governo Jair Bolsonaro apresentará suas prioridades no documento de candidatura à reeleição no Conselho de Direitos Humanos da ONU. As principais pautas estão ligadas ao fortalecimento das estruturas familiares e a exclusão das menções de gênero”, escreveu, segundo um jornal carioca.

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